quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Cont. Livro na Web.

PRÓLOGO “CRUZ CÓSMICA”

Quando na noite de dezembro de 2002 vi pela televisão os mísseis israelenses iluminarem o céu de Belém, próximo da Igreja da Natividade, local onde pela tradição cristã, e relato de historiadores, está a gruta onde nasceu Jesus de Nazaré, o príncipe da paz. Senti como se estivesse despertando de um sono milenar para ser testemunha de um acontecimento que sinalizava um presságio obscuro e bastante doloroso para a história da humanidade.

De um lado as tropas do general Ariel Sharon, Primeiro Ministro de Israel sitiando o templo símbolo do catolicismo, cujo líder universal era o Papa João Paulo II, que por seu adiantado estado de enfermidade já tinha a sua autoridade e poder de decisão colocados em dúvida até por fontes do Vaticano. Do outro lado, buscando refúgio no templo, achavam-se simpatizantes do grupo armado Hamas, com a alegação de defender a implantação do Estado Palestino na região e contra a criação de novas colônias judaicas em territórios palestinos hoje ocupados por Israel.

Minha atenção, todavia, retrocedeu para o ano de l999, pois foi em agosto deste ano cabalístico que o mundo viu se formar no firmamento um alinhamento planetário que produziu o último eclipse do século, ocorrido no dia 11.08.99, que teve início no nordeste da América do Norte para terminar na Ásia, no Golfo de Bengala, e após isso, neste mesmo ano, quase todas as regiões cobertas pela sombra deste fenômeno sofreram, terremotos, tufões e maremotos seguidos de violentas inundações das áreas costeiras, como nunca se viu antes. Com este eclipse, completou-se uma configuração planetária entre Marte, Saturno, Urano, Sol, Lua e a Terra, formando uma grande Cruz Cósmica no firmamento. Esperado há séculos, este evento já havia sido anunciado em inúmeras profecias antigas e também contemporâneas.

Tudo isso ocorria exatamente no momento em que eu desenvolvia pesquisa para-científica das obras de vários profetas da história da humanidade, e seus reflexos no mundo contemporâneo. Meu trabalho seguia monitorado por mentores oriundos da Pátria Cósmica, dando continuidade aos estudos iniciados, numa fantástica viagem de expedição realizada por mim e pelo Cel Rolim, por terras do Egito e de Israel, em novembro de 1987.

Por uma destas ironias do destino, naqueles dias eu estava buscando decifrar o capítulo do Apocalipse 9: 13 a 16 – 18: 1 a 24 e Ezequiel 38: 1 a 39: 15. Estes capítulos estavam sugerindo que um ataque seria desfechado pelos chamados anjos do Eufrates a uma Grande Cidade do Ocidente e que Nostradamus oportunamente chamava de a “Grande Cidade Nova”, ou seja Nova York. Segundo ele o mundo assistiria um largo período de combate das tropas militares do Hemisfério Norte, comandados por Gog o Anticristo, contra nações do Oriente. E, pela crueldade destes combates, a humanidade estaria presenciando a batalha do Armagedon. Veja a seguir a descrição do texto bíblico de onde retirei a referida informação; Apocalipse, 9 : 13 a 16, E o sexto anjo tocou a sexta trombeta, e uma voz dizia ao sexto anjo. – “Solta os quatro anjos que estão presos junto ao grande rio Eufrates”. E foram soltos os quatros anjos, que estavam preparados para a hora, dia mês, e ano a fim de matarem a terça parte dos homens. E o número dos exércitos dos cavaleiros era de duzentos milhões; eu ouvi o número deles.
Os quatros anjos são uma figura de linguagem, pois estão representando as quatro nações do Oriente Médio, de onde saíram para atacar as torres gêmeas. Os anjos do Oriente estavam desfilando diante dos olhos metafísicos de João o Evangelista no ano 70 da era cristã, ou seja a Arábia Saudita, o Egito, a Turquia e o Afeganistão. Eles se preparavam em campos de treinamentos no Afeganistão de onde partiriam atravessando metafisicamente o rio Eufrates para atacar símbolo do Ocidente em Nova York, que é o Centro do Poder Financeiro.

De acordo com a profecia de GOG e MAGOG, descrita por Ezequiel e João do Apocalipse, uma retaliação dos Estados Unidos em terras do Oriente Médio deverá trazer muito dissabor ao governo GOG, da terra de MAGOG e a todos os povos que virá consigo das bandas do norte para atacar o Oriente Médio; Ezequiel 38: 1 a 39:15. Apocalipse 20: 7.
Cada anjo, portanto, representa um povo, ou parte desse povo, cuja nação fala a língua árabe, e abriga também grupos extremistas ou fundamentalistas, capazes de praticar atos de terror usando para isso, em inúmeras ocasiões, o próprio corpo, dando a vida, em prol de uma causa que eles entendem ser um ato de libertação de um povo oprimido contra o poder daqueles que chamam de invasores imperialistas, e opressores. Não podemos esquecer que da Turquia saiu Ali Hacca, o turco muçulmano que praticou o atentado contra o Papa, um símbolo do poder religioso do Ocidente. A verdade é que nunca foi tornado público se ele agiu sozinho ou a mando de uma organização terrorista.
A rede Al Qaeda, organização terrorista da qual o saudita Osama Bin laden é o seu símbolo e mantenedor, tem um líder de grande expressão que é o médico egípcio Dr. Ayman Al- Zawahri, cujo poder de aglutinar e articular seus agentes do terror tem deixado de cabelos em pé os governos do Ocidente. Ele não pode ser subestimado, ainda que Bin Laden morra, a organização terrorista vai continuar crescendo e assombrando o mundo. Não há especificamente uma nação contra a qual se possa desencadear uma guerra oficial em virtude de que a rede Al Qaeda não possui um Estado oficial com uma Constituição que de bases à prática de ações terroristas pelo mundo. Sabe-se que mantenedores do terror, e homens bombas, suicidas ressentidos contra o imperialismo e intervencionista do Ocidente nunca faltarão seja no Oriente, na Ásia ou em qualquer outro continente.

Toda esta narrativa, ganhará suprema importância quando chegarmos ao fim da viagem insólita, que junto com os leitores me proponho fazer, até descobrirmos no momento do desembarque na última estação, que o trem do destino humano não precisaria necessariamente percorrer trilhos que conduzam a túneis de tempos obscuros e tenebrosos por muitos séculos até que uma nova cruz cósmica luminosa reapareça para indicar à humanidade qual é o portal do caminho da verdade e da vida.


A VIAGEM

Foi exatamente a formação da cruz cósmica no céu, após o alinhamento dos planetas do nosso sistema solar em Agosto de 1.999, que fez despertar em mim a lembrança do distante ano de 1987, quando fui procurado em casa pelo meu eminente mestre e historiador Cel. Plínio Rolím de Moura, convidando-me para empreendermos uma viagem ao Egito, dizia ele: - “Leon, logo vou embora da Terra e não gostaria de partir sem antes consagrá-lo como meu primeiro e mais importante pupilo na Câmara do Rei na Pirâmide Cósmica de Gisé, também conhecida por Quéops. - Espero que esteja pronto, viajaremos nos próximos dias, a viagem será longa e iremos também a Israel, faremos uma parada em Belém, na gruta onde nasceu Jesus, ela está localizada na parte inferior do piso da Igreja da Natividade”.

Fiquei, entusiasmado, meu velho mestre já conhecia bem o Egito, estivera lá duas vezes, agora eu iria com ele. Dias depois bate à minha porta um senhor, trajando um terno claro, um longo casaco, e um chapéu de abas largas a lhe cobrir a cabeça, sombreando-lhe o rosto. Ele me parecia muito magro, mas o que me chamou a atenção foi sua estatura, entre l.90 a 2 metros de altura. – “Meu nome é Natan, Araken Natan Osires da Luz”, foi assim se apresentando e me pedindo permissão para entrar, não quis sentar-se e foi dizendo: - Vou com vocês para o Egito. O Rolim já me convidou, conheço bem o Oriente Médio, serei uma espécie de guia nesta viagem”. Naquele instante me deu um branco, pois o homem dizia que seria um guia da nossa aventura e ao ouvi-lo, nem lembrava que o mestre Rolim não precisava de guia, pois já havia ido ao Egito e a Israel por duas vezes e na terceira vez que tentou ir me levando consigo, aconteceu o inusitado que descrevo a seguir.

O Cel. Rolim faria antes uma escala em New York onde se encontraria com uma pessoa de sua família que se encontrava nos Estados Unidos. Nesta noite, porém, ele sonhou que durante a viagem fomos atacados por forças invisíveis oriundas do mundo extrafísico, razão pela qual, dias depois, contatando o Sinda * (seu orientador espiritual), o velho Rolim pede a decifração do sonho: - “Amigo querido”, disse Sinda, - busque ajuda do Pequeno Leon para decifrá-lo antes que você parta rumo ao Covil da Besta* (New York). “Cuide se bem amigo”.

Como se vê, fui encarregado da decifração, passei dias buscando a resposta, até que finalmente fui intuído por Sinda a buscar a resposta no Livro do Apocalipse de João, e a resposta estava encravada ali no capítulo 11: versículo 3.

“Eu darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, (três anos e meio), vestidas de saco (O saco que é feito de estopa, representa humildade, o desapego)”....e segue a profecia dizendo. - “Estas são as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante do Deus da Terra. E quando acabarem o seu testemunho a Besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e os vencerá, e os matará. E jazerão os seus corpos mortos na praça da grande cidade que espiritualmente se chama Sodoma (New York?) e Egito”.

O versículo identificador da Besta do Apocalipse no livro de João o exilado da ilha de Pátmos, é o 13:18, enquanto aquele que relaciona a Besta com o assassinato de humanista, de pacifistas, de criaturas possuidoras de espírito libertário, assim como de pessoas humildes e desarmadas, é o 18:24. Como se vê, esses números lembram as dimensões universais dos padrões fotográficos, sugerindo que é a fotografia apocalíptica da Besta, se usarmos seus valores, armaremos uma equação assim: (13 X 18) + (18 X 24) =666. Isto representa o mesmo que a operação (6 + 6 + 6 = 18). Portanto o dezoito que é a soma do seis, mais seis, mais seis, é também um número apocalíptico. Estudando a cabala nos cursos ministrados pelo Cel. Plínio Rolim de Moura, aprendi que a sigla do nome dos Estados Unidos é, na língua latina, o grupo literal (EUA) que segundo a cabala hebraica, vale exatamente: E = 104 + U = 120 + A = 100, cuja soma dá 324. A raiz quadrada de 324 é como se pode ver, o número 18. Este número, portanto, é o número cabalístico dos Estados Unidos da América.

Lembrei-me ainda que estava lá no livro de Isaias 19:19. “Naquele tempo o senhor terá um altar no meio da Terra do Egito, e um monumento se erigirá ao Senhor, na sua fronteira (Pirâmide Cósmica de Quéops em Gisé?). E servirá de sinal e de testemunho ao Senhor dos Exércitos na terra do Egito”.

De posse dessas informações procurei meu mestre e o adverti do perigo de se fazer tal viagem no momento em que Reagan o homem do nº 666, (Confira-se a quantidade de letras do seu nome) RONALD = 6 WILSON = 6 REAGAN = 6, e seu vice, G e o r g Bush (pai), se encontravam na presidência dos Estados Unidos, e no auge do poder. Ele me parabenizou pela pesquisa, porém descartou a possibilidade de não viajar dizendo: - “Seria muita pretensão acreditar que nós criaturas tão insignificantes, teríamos alguma importância a ponto de sermos dignos de receber tamanha incumbência da Consciência Cósmica “Deus”, e ainda de quebra receber uma citação no livro dos livros”. Diante de uma platéia de quase duzentas pessoas no auditório Maria Ribeiro de Moura, no edifício Mirante do Vale, localizado no Anhangabaú, pedi a ele permissão para não acompanhá-lo na viagem, e ficar ministrando as palestras em seu lugar. Na verdade, eu estava amedrontado com a descoberta que fiz. Poderia ser tudo um jogo de coincidências, mas, e se fosse realidade? Eu podia ter algumas virtudes, menos a coragem do meu velho mestre Rolim.

Sinda, o orientador espiritual do Cel. Rolim.
New York= E.U.A= 18 ou 3 x 6. ou ainda 6.6.6

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