quinta-feira, 28 de agosto de 2008

VOZES DA ALMA - V.I - ( P.3)


FLÔR DE MADRÍ

Meu povo triste chorava,
Pela forma como eu partia.
Aos pés de el touro robusto,
O corpo de el toureiro jazia.

Sentindo a dor da ferida,
Entre a multidão eu a procurava.
Mas o tumulto era imenso,
Por isso eu não a encontrava.

Quando ouvi seu triste pranto,
Para o solo da arena olhei.
Debruçada sobre meu corpo,
Estava a jovem que sempre amei.

Senti que lágrimas ardentes,
Cobriam seu rosto agora.
Chorava a bela morena,
Por el toureiro que ia embora.

Faltava realmente bem pouco,
E nós estaríamos para sempre unidos.
Mas agora ficou na saudade,
A rubra capa e um corpo caído.

O sangue do grande toureiro,
Vem banhar o fim da tarde.
O esplendor do sol nas nuvens,
É como chamas que arde.

De luto está flor de Madrí,
O luar brilha na arena escura
Não nascerá um outro toureiro,
Capaz de erguer a espada tua.




Poesia extraida do Livro Vozes da Alma.Autoria: Leon Diniz.Reg. de Direitos Autorais nº 322.435 Livro 590.Folha: 95 . Fundação Bibliotéca Nacional. Ano 2004.

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