quinta-feira, 11 de setembro de 2008

MEU LIVRO NA WEB (Jesus O Mago da Dialética)

O mestre Rolim, finalmente, embarcou no início do mês de junho de 1987, deixando sua esposa Maria apreensiva com aquela viagem solitária. Ele já tinha idade bastante avançada para suportar tamanha aventura. Fiquei com remorso, não nego, mas torcia para que tudo terminasse bem. Liguei para Dona Maria cinco dias depois para saber se ele havia passado bem pelos Estados Unidos. Para minha surpresa, quem atendeu foi o mestre querido. Perguntei curioso; o senhor não conseguiu embarcar? Adiou a viagem? Ele com voz afônica, respondeu com certa dificuldade: - “Fui e já voltei. Não passei de Nova York, pois ao entrar no seu espaço aéreo, passei mal dentro do avião, senti como se uma mão invisível me impedisse de respirar, meu esôfago parecia bloqueado, e tão logo o avião pousou pedi que entrassem em contato com a minha parenta na cidade para que a mesma fosse até o aeroporto e me auxiliasse no reembarque ao Brasil. E aqui estou, meio sem voz, mas são e salvo, nunca mais vou duvidar de Sinda e nem ficarei longe de você que me parece um predestinado”.

Encontrava-me ainda mergulhado em minhas lembranças e, antes que eu retornasse ao estado natural de poder questioná-lo, o senhor Araken Natan, pediu-me um livro escrito pelo mestre Rolim intitulado; a “Decifração do Enigma de Deus”, e curvando-se rápido e respeitosamente num gesto de reverência, se retirou sumindo no corredor do prédio rumo ao elevador. Mais tarde procurei o Cel Rolim, narrando o ocorrido, ele falou cheio de espanto que também foi procurado pelo tal homem que buscava um exemplar do seu livro já esgotado nas livrarias e que comentou com o mesmo, ser eu o seu assessor e guardião de alguns exemplares, assim sendo, era a mim que ele deveria procurar .

Rolim, não conhecia o homem, e também não se lembrava de ter comentado com ele que se preparava para ir ao Egito mais uma vez, até porque sobre esta viagem ele queria manter segredo absoluto, pois iríamos nos ausentar por quinze dias e só sua esposa, a dona Maria, e seus três filhos seriam informados sobre nossa partida.

Eu morava sozinho e certamente não comentaria nem com minha namorada sobre a tal viagem, daria a ela um desculpa qualquer através de recado que seria transmitido pela esposa do mestre Rolim. Fiquei aguardando com serenidade, controlando a ansiedade, pois algo me dizia que aquela viagem não se concretizaria da forma como estávamos planejando, e eu queria dar plena liberdade ao mestre para desistir a qualquer momento sem nenhum tipo de constrangimento ou necessidade de se desculpar comigo, caso não fosse possível concretizá-la.









Jeida e Pequeno Leon; Trata-se de um pseudônimo atribuído ao Cel. Rolím de Moura e a mim Leonel Diniz, por Sinda, o mais destacado orientador espiritual do grupo de estudo para-científico, A Ong Projeto Teocósmico.

Nenhum comentário: