quinta-feira, 27 de novembro de 2008

VOZES DA ALMA - V.I ( P.10 )

NATIVIDADE

Eu sentia o mundo cor de rosa,
No alvorecer da minha infância de criança.
Enquanto eu aguardava a reencarnação,
Eu vivia no Parque da Boa Esperança.

No decorrer de alguns anos,
Vi reduzida minha matéria psicossomática.
Só nos períodos de profundas adaptações,
É que a metamorfose parecia estática.

Em breve eu retornaria a Espanha,
Renasceria na Madrí de antigas ilusões.
Não como toureiro pois os erros do passado,
Exigiam da minha parte profundas reparações.

Fui informado que reencontraria a morena,
Cujo meigo olhar jamais me faltou o brilho.
Como recompensa por suas desventuras,
Seria minha mãe, e eu seu muito amado filho.

Mamãe seria meu grande baluarte,
Ensinado-me cedo o amor pela natureza.
Sensibilizando-me a alma para a magia da criação,
Defendendo os animais com alma e destreza.

Minha juventude promete ser muito agitada,
Serei um pioneiro na defesa da Ecologia.
Combaterei a caça e a pesca indiscriminada,
Mergulharei fundo nos problemas da Zoologia.

O ambiente das arenas não mais me fascinarão,
Os touros terão em mim um implacável aliado.
Pois na defesa dos meus sagrados objetivos,
Nada irá me fazer ficar calado.

Te prepares mamãe para o sublime reencontro,
Distante da vaidade que corrompe e seduz.
Um Sol maior despontará em sua vida,
Embalando nos braços o filho que dará à luz.



Poesia extraida do Livro Vozes da Alma.
Autoria: Leon Diniz.
Reg. de Direitos Autorais nº 322.435.
Livro 590.Folha: 95 .
Fundação Bibliotéca Nacional. Ano 2004.

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