quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

MEU LIVRO DA WEB

Cont.

NÃO MATARÁS


A Câmara de Prata era de uma altura e largura assombrosa, mas o que me deixou em êxtase foi ver num canto uma antiga e rústica embarcação e na sua proa uma inscrição; “De Noé, aquele que muito honrou a Deus com sua fé, e deixou este relicário como legado e grande testemunho às gerações futuras”. Vi também sobre uma lápide uma belíssima arca de ouro junto de um enorme cajado e ao lado todo talhado em pedra os dez mandamentos. Na mesma lápide a inscrição com os seguintes dizeres “De Moisés, o sublime legislador que cumprindo os desígnios de Deus e por amor ao Messias, retornará para auxiliar a humanidade a fazer a grande travessia que os separam do outro lado do mar da vida eterna”. Eu estava de boca aberta, o Coronel Rolim, não estava nem um pouco espantado, até parecia que já conhecia tudo aquilo.

Percebi que num canto da grande Câmara havia um platô de granito, era como se fosse um palco, sobre ele havia uma mesa feita de rocha, sobre a qual repousava uma bandeja que tinha no seu interior algumas pequenas pedras de formatos esféricos nunca maior que o tamanho de uma laranja. A mesa estava circundada por vinte quatro acentos todos lapidados em pedra, porém notei que na cabeceira desta, havia um vigésimo quinto lugar, que ao invés de assento mais parecia um nicho encravado na parede, era como se fosse porta-retrato da altura de um homem, esculpido na parede rochosa, logo abaixo do rodapé daquela moldura era possível notar-se algumas inscrições cuneiformes de caracteres desconhecidos, tamanhos reduzidos e quase apagados pelo tempo, que no meu entender nem que fosse um perito em línguas antigas teria condições de interpretar aqueles arabescos. Mas após um rápido aceno da mão do guia em direção ao nicho, os caracteres como que brotando da parede forma uma frase em alto relevo e assim pudemos lê-lo: - “O REINO DO DÉSPOTA TERMINA ONDE COMEÇA O DOMÍNIO DAS IDÉIAS”. Logo abaixo havia uma assinatura; “Emanuel, aquele que caminhou sobre as águas, e fez-se pescador de almas”. Não entendi coisa alguma, como ninguém se manifestou, fiquei em silêncio como os demais.

Vi com espanto o guia de caravanas dirigir-se até o grande cajado e segura-lo com firmeza batendo o no chão, houve-se um estrondo que mais parecia um terremoto, um raio iluminou ainda mais aquela Câmara, quando apareceu diante de nós um ancião de túnica branca surgindo do nada. Ele abraçou o nosso guia, dizendo: - Muito bem Akenaton, deixe-os sob meus cuidados, daqui em diante assumo a instrução dos convidados. - Akenaton? - Ouvi curioso, aquele nome me soara familiar. Fiquei calado mas permaneci atento observando tudo. O guia retirou-se acenando para nós. Houve-se novo estrondo seguido de violento tremor no recinto. Passando o susto, percebemos que o novo instrutor estava dividido em duplo corpo, ligado por uma infinidade de arcos luminosos. Quebrando o silêncio ele diz: - sou Noé, aquele que resguardou algumas espécies das águas para repovoar a terra após o dilúvio de 2.344 a.C, aproximadamente. A segunda entidade disse, - posteriormente reencarnei como Ramoisés,* o retirado das águas, na Vigésima Dinastia do Egito entre o reinado de Merenpath e Ramsés III, a cerca de 1205-1100 a .C. e também salvei meu povo fazendo com ele a travessia das águas, retirando-o do Egito.

- O guia que os conduziu até aqui viveu na Terra no século XIII a.C. ou seja entre ano 1364 a 1330 a.C. como Amenófis IV o rejeitado Faraó Akenaton da Décima Oitava Dinastia do Egito, foi um dos primeiros emissários do mundo invisível a difundir entre os homens a idéia da unicidade de Deus,

Olhando e ouvindo tudo atentamente, entendi imediatamente a origem dos três nomes. O guia de caravana Araken Natan Osires da Luz, era o próprio Faraó Akenaton. Enquanto que o instrutor Ramoisés,* ou Noé e Moisés, tratava-se da mesma personalidade cuja primeira passagem pela Terra recebeu o nome de Noé. Que surpreendente revelação! Uma só alma em duas importantes reencarnações. Em todas as suas reencarnações voltou para defender o mesmo lema o “Não matarás”. Viva e deixe viver.



Rámoisés, ao ser retirado das águas do rio Nilo onde flutuava no interior de um cesto de junco, recolhido pela princesa filha do Faraó do Egito, recebeu o nome de Moisés que significa o retirado das águas. Mas como era costume, o primeiro filho homem da corte egípcia recebia o nome da suprema divindade junto do seu próprio nome, por isso era chamado “Rámoisés”. Assim aconteceu com Tutankamon, lembrando a Divindade Tut. Também Aknaton, alusão a Divindade Aton. Ou ainda Ramesses, mais uma vez lembrando a Divindade Rá.

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