segunda-feira, 28 de setembro de 2009

VOZES DA ALMA - V.I (P.14)

A DESPEDIDA DE MADRI

Desperte Pablo a luta enfim terminou,
Deixai que os mortos, seus mortos enterrem.
Dizia-me Assis - quem com ferro fere,
Futuramente tombarão sob os ferros que ferem.

Abraçando-me falou a bela morena,
Pablito não nos separaremos jamais.
A casinha que deixamos será sede,
Da associação de defesa dos animais.

Você será honrado como líder espiritual,
Assis ocupará o lugar de patrono.
Os frutos desta obra se estenderão pela Terra,
Assim como se enchem os pomares no outono.

O amor do astral que a muito nos une,
Transformou-nos em irmãos nesta jornada.
Bem mais que mãe e filho, ou amantes,
Somos almas gêmeas trilhando a mesma estrada.

Livre do incomodo veículo físico,
Meu corpo fluídico levitava qual pluma.
Era fantástica minha sensação de leveza,
Eu olhava admirado e não falava coisa alguma.

Repentinamente passei a ter visões,
Eu seguia flutuando pelas ruas de Madrí.
Embora ninguém notasse minha presença,
Percorri cada recanto onde outrora vivi.

Retornei a arena Central ao por do sol,
Entretanto ela já se encontrava vazia.
Uma enorme mancha vermelha,
No solo arenoso, solitária jazia.

Regressando a minha ex-habitação,
A alegria veio explodir meu coração.
Encontrei amigos e antigos toureiros,
Que se reuniram para continuar minha missão.


Poesia extraida do Livro Vozes da Alma.
Autoria: Leon Diniz.Reg. de Direitos Autorais nº 322.435.
Livro 590.Folha: 95 . Fundação Bibliotéca Nacional. Ano 2004.

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