terça-feira, 20 de abril de 2010

MEU LIVRO NA WEB

A MORTE DO HOMEM DIVINO


Não me contive, levantei o dedo timidamente a exemplo do aluno que busca tirar dúvidas. O instrutor olhou-me consentindo com um aceno afirmativo que eu perguntasse. Ouvi sua voz soar deslizando suavemente dentro do meu cérebro: - Leon aqui é desnecessário o uso do seu aparelho fonador, olhe para mim, estou conversando com você, faça o mesmo comigo, pergunte, usando a mente, isto é, a telepatia. - Desde que vocês aqui chegaram embora não tenham notado só conversamos por telepatia, inclusive quando há poucos instantes eu lhes perguntei sobre o fruto da árvore da ciência do bem e do mal e você exclamou, pedra! Sua resposta não foi oral, mas sim mental.

Tentei então perguntar de forma consciente e tudo saiu bem: - Ilustre mestre, gostaria de saber e creio que o Cel. Rolim, idem, - porque alguns patriarcas Bíblicos sacrificavam animais em oferenda a Deus, havendo um que quase eliminou o filho num ritual de demonstração de fé na voz que ele ouvia e interpretava como sendo a do próprio Deus? - Eu já sabia que esta pergunta viria, mas não ficará sem resposta: – Há momentos na história da vida em que os homens ouvem mais o seu Deus interior do que a infinita sabedoria e a ciência que lhe transmite o Deus Universal misericordioso que não quer sacrifícios. Espera o amor que é a linguagem do Universo, ele não deseja a morte, mas festeja com o desabrochar das flores, o cantar dos pássaros a magia da luz dos astros toda a manifestação de vida.

- Como vimos ha poucos instantes, o humano optou por conhecer e vivenciar a ciência do bem e do mau, que ainda hoje convivem lado a lado, dividindo espaço no império de sua existência, competindo entre si como duas forças antagônicas buscando atingir a supremacia no domínio de sua alma. - O homem fez a escolha de ter estas duas forças opostas reinando na esfera de sua consciência, cabe a cada indivíduo buscar os meios a fim de não permitir que o gênio do mal que ele criou para si supere as inspirações do seu gênio do bem do qual ele também é o criador.

- Uma das maneiras de se superar as forças antagônicas inferiores do nosso interior, passa por começar entender a mensagem do Mago da Dialética que disse a dois mil anos para quem quisesse ouvi-lo.


“CONHECEIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ”


- Portanto ele ofereceu a chave da libertação a qualquer um que buscasse entender a força da sua mensagem. O Messias não estava sugerindo novos nem velhos rituais. Sua proposta era a ciência, o conhecimento, o discernimento, era o fim da ingenuidade com a chegada do censo crítico, para buscar a verdade sobre a origem da humanidade e o motivo que precipitou a sua decadência, a ponto de ter se tornado em muitos momentos mais destruidor que um animal selvagem. - Não é a civilização que torna o homem superior aos animais tidos como irracionais. - O que revela a superioridade da alma é a sensibilidade, é o amor, a generosidade. Ainda hoje há homens que acreditam que existam pessoas que podem ser escravizados, trabalhando a troco apenas da comida.


- O homem deveria cantar glórias à Consciência Cósmica por privilegiá-lo com o intelecto da alma e a anatomia física que o faz se sentir a pérola da criação, enquanto que aos irmãos animais ainda restam viverem presos sobre o domínio dos instintos inferiores, algumas vezes domesticados pelos homens para o abate, em outras para servir de companhia nos lares, quando não é utilizado para a exploração da sua matéria prima ou do seu serviço nas zonas rurais. - Outros menos felizes são criados nos Zoológicos da hipocrisia humana, sob a alegação de fazer pelos animais melhor do que faria a natureza no seu reino selvagem, sempre sobre a alegação de protegê-los da extinção das suas espécies.

- O que aqui ocorreu nos primórdios foi à verdadeira morte do homem Divino, aquele que não precisava de intermediários para se comunicar com a Consciência Cósmica (Deus). - A sintônia com o altíssimo, era direta. - Através dos tempos, poucas criaturas guardaram este potencial, fui um privilegiado guardião destes dotes, pelo menos nas duas vezes em que me foi permitido viver entre os encarnados. - Meu irmão Amenófis IV ou Akenaton também fracassou... Sucumbiu sob o peso da responsabilidade de ter que se opor ao poder militar da corte e governar um povo sustentando a idéia de que era possível manter o Egito afastado de qualquer espécie guerra. Não aceitando a empreitada de atacar nações inimigas nem para se defender, e para piorar a situação conseguiu provocar a ira do poder financeiro dos arquitetos construtores de templos e do clero de (Amon) apresentando o conceito da unicidade de Deus (Atôn) contra a pluralidade de Deuses dos seus algozes, atraindo para si, com esta atitude, toda insatisfação do poder religioso.



































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